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  • Alefe Vitor Almeida Gadioli

Qual é o futuro?

Todos nós estamos fazendo história, principalmente neste momento que estamos vivendo.

O importante agora é que sigamos todas as recomendações dos órgãos de saúde, e dar a devida atenção à nossa família.

Nas últimas semanas, o IBOV esteve mergulhando mais de 40%, e nos últimos dias subindo 9% antes de terminar a semana.

Então fica a pergunta: O que faço agora?

Pare, respire e observe o mercado. Pare de tentar “adivinhar” se o fundo está aqui ou se a recuperação ficou sem vapor. Agora é a hora de reavaliar sua tolerância de riscos, avaliar suas alocações de portfólio e só então pensar sobre quais devem ser seus próximos movimentos.

Os ativos de riscos foram vendidos de forma generalizada, pois a incerteza causada pelo coronavírus levou muitos investidores a uma busca de liquidez imediata, vendendo primeiro e perguntando depois.


Como estamos?

Os mercados começaram a subir assim que a liquidação forçada chegou ao fim, e os preços de mercado determinados por análise racionais e fundamentais voltaram novamente a se firmar.

Neste ponto, os mercados parecem estar precificando uma quantidade extraordinária de incertezas de curto prazo em torno da duração do COVID-19 e da profundidade potencial da contração econômica. Um exemplo, as estimativas do PIB para o Brasil em 2020 é de -0,48%, segundo o relatório Focus do Banco Central.

No Brasil, em um movimento nunca visto, o Bacen (Banco Central), deve injetar 1,2 trilhões de reais na economia do país, por meio de concessão de crédito. Já nos Estados Unidos, discute-se um pacote de 2 trilhões de dólares. Muito superior ao que foi aprovado na crise de 2008.

Sobre os resultados desses impactos econômicos, vai levar algum tempo para que tenha um efeito real nas micros e pequenas empresas. Essas empesas tendem a sofrer mais nesses momentos, por não possuírem muito dinheiro no banco para sustentar o pagamento das despesas ao longo de várias semanas sem faturamento.

Porém, as grandes empresas, quase todas possuem caixa e têm bom relacionamento bancário e acesso ao mercado de capitais. Sendo capazes de superar a crise com poucos danos estruturais. Um exemplo, é o gráfico abaixo que mostra a relação caixa/dívida das 66 maiores instituições do índice Bovespa, mostrando que essas empresas conseguiram suportar a crise por um tempo.

Essa imagem mostra que as empresas possuem 2,55x mais dinheiro em banco do que dívidas que vencem dentro de 1 ano, o que mostra que têm a capacidade de honrar dos seus pagamentos e continuar funcionando.

Apesar das iniciativas dos bancos centrais, tudo indica que este será um período difícil para todas economias.

A economia terá sim seus impactos. As empresas sofrerão, algumas pessoas irão perder seus empregos. Mas, independentemente, tudo isso é passageiro e será curado com o tempo.

Até mesmo a crise de 2008, que colocou o capitalismo em cheque e destruiu muitas economias, passou e todos nós sobrevivemos.


E o Preço? Como fica?

Pergunto a você leitor: O que acha que vai acontecer com uma empresa que perdeu 40% do seu valor de mercado, mas até o ano passado estava dobrando os seus lucros? Ou uma empresa que tenha mais de 10 anos de caixa sólido, tenha dois trimestres ruins?

Essas empresas vão sobreviver, e a maioria irá sofrer praticamente nada.

As pessoas sempre se apegam ao preço da cotação do ticker e não ao que a empresa gera de caixa e de valor ao longo de anos. Normalmente, as pessoas não entendem como a empresa funciona, seu produto ou serviço, fluxo de caixa, etc.

Percebam na tabela abaixo, o retorno no mercado financeiro brasileiro após as maiores crises. Por isso novamente, investir ao longo prazo faz toda diferença.

O que fazer?

Deixo abaixo algumas regrinhas básicas que todos deveriam seguir, principalmente neste momento:

1 – Diversifique dos seus investimentos: existem vários estudos que mostram uma carteira bem diversificada ao longo prazo será bem-sucedida.

2 – Comece com pouco e compre sempre: faça aportes constantes, não tente adivinhar nem o fundo e nem o topo. A constância é o mais importante.

3 – Entenda o seu perfil: entenda o seu limite de perda, para que isso não te afete financeiramente e psicologicamente.

A última recomendação, principalmente para quem está começando: Busque investir em fundos de investimentos, além de ser a maneira correta, você terá uma equipe que é especialista na área cuidando do seu dinheiro. Pense nisso!

A bolsa tenta antecipar os acontecimentos colocando preço, então o presente pouco importa. Busque o futuro, invista no longo prazo.

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