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  • joaovitorjacintho1

O que é inflação e como ela prejudica o seu poder de compra?

A inflação se refere ao aumento do preço dos produtos. Poderíamos até dizer em outras palavras que a inflação é o “aumento do custo de vida”. Em linhas gerais, ela tem como decorrência o maior volume de dinheiro em circulação, principalmente quando o governo emite papel-moeda sem que a atividade econômica tenha lastro suficiente para esta quantidade de recursos.


Veja como é simples de entender: se você tem mais dinheiro circulando no cotidiano das pessoas, logo, o setor do varejo - lojistas, donos de mercados, etc. - entendem que as pessoas têm mais dinheiro para comprar suas mercadorias. Por isso, o preço sobe.


Também, a inflação é causada quando os custos de produção estão mais caros, como, por exemplo, o aumento do preço da matéria-prima e gastos com transporte. Como os custos produtivos são maiores, o preço dos produtos é repassado ao consumidor, que também paga mais caro pela mercadoria.


Portanto, a inflação pode ocorrer quando o mercado está em aquecimento, seja por excesso de procura por determinados produtos ou quando os consumidores se mantêm muito interessados em mercadorias com oferta escassa. Desta forma, a tendência é que o preço também suba.


Um exemplo disso foi em 2020, quando o governo ofereceu o auxílio emergencial para os cidadãos de baixa renda que foram atingidos pela pandemia. Com maior procura por itens da cesta básica, os produtos do supermercado aumentaram de preço naquele contexto.


Consequências da inflação

De acordo com publicação do Banco Central, a “inflação gera incertezas importantes na economia, desestimulando o investimento e, assim, prejudicando o crescimento econômico”. Como os preços ficam distorcidos, tanto as pessoas e quanto as empresas “perdem noção dos preços relativos e, assim, fica difícil avaliar se algo está barato ou caro”, afirma o BC.


Além disso, a inflação não prejudica apenas o consumidor. Os governos também são atingidos, visto que o custo da dívida pública aumenta. Geralmente, com a inflação em alta, o Banco Central eleva o valor da taxa básica de juros para aumentar o custo de empréstimos e financiamentos. Essa é uma medida que para “incluir um prêmio de risco e compensar as incertezas associadas com a inflação mais alta”, reforça o BC. Consequentemente, os governos terão custos maiores no pagamento das suas dívidas com os juros maiores.


Como se proteger da inflação?

A inflação alta é bastante preocupante, pois ao reduzir o poder de compra do consumidor, ela afeta principalmente as pessoas de baixa renda. De modo geral, contrair menos dívidas ou até mesmo evitá-las é uma saída inteligente para preservar seu poder de compra. Como os juros tendem a aumentar em contextos inflacionários, o endividamento sai mais caro para o consumidor.


Outra iniciativa interessante para se proteger da inflação é possuir uma reserva de emergência. Essa “modalidade de investimento” se refere ao famoso “colchão financeiro”, que é um recurso guardado para situações emergenciais, seja para pagamento de imprevistos e situações que dependem de dispêndio de maior dinheiro.


Em contexto inflacionário, quem tem reserva de emergência alocada em algum produto de renda fixa pode proteger seu capital do aumento de preços, à medida que o consumidor estará preparado para as urgências.


Do mesmo modo, investir em renda fixa encolhendo ativos que têm como prêmio uma taxa somada ao IPCA (Índice Nacional de Preços do Consumidor) torna-se uma alternativa viável para manter seu capital. Desta forma, o dinheiro investido possui rentabilidade acima da inflação, trazendo ganho real para o investidor.


Independente de qualquer coisa, é evidente que a inflação afeta a todos. Tomar decisões inteligentes e fazer as melhores escolhas vão te ajudar a ter uma vida financeira mais saudável, mesmo com as dificuldades.

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