Buscar
  • joaovitorjacintho1

Investir no exterior: Diversificação e proteção de patrimônio

As razões pelas quais alguém decide investir no exterior são muitas. Mas antes de mencionar diretamente as vantagens e motivações para investir “lá fora”, é importante reforçar que está cada vez mais fácil colocar seu dinheiro no exterior. O acesso às corretoras de outros países está ainda mais simples, juntamente com taxas mais “em conta” para os investidores brasileiros aumentarem seu patrimônio em outros países.


De acordo com dados publicados pelo Banco Central, os investimentos líquidos dos brasileiros em ações no exterior chegaram a US$ 1,57 bilhão nos três primeiros meses de 2020.


Esses dados demonstram que investir no exterior deixou de ser aquele “bicho de sete cabeças”. E de forma geral, o investidor brasileiro procura fora do país, em primeiro lugar, diversificar sua carteira de investimentos. Possuir ativos em moeda mais forte que o real é excelente para proteger seu patrimônio da inconstância da economia brasileira.


Além disso, quando o assunto ainda é diversificação, a quantidade de ativos que encontramos no exterior supera muito a disponibilidade de produtos que encontramos aqui. Investir no exterior faz com que se possa alocar recursos nas maiores empresas do mundo, como Google, Facebook, Tesla e etc.


Quais os tipos de investimentos é possível fazer “lá fora”?

Todos os tipos de ativos que encontramos no Brasil podemos encontrar correspondentes no exterior. Ou seja, em corretoras ou bancos estrangeiros, é possível investir em:


● Ações;

● Mercados futuros;

● ETFs;

● Moedas e criptomoedas;

● Commodities;

● Títulos de renda fixa de diversos países;

● Mercado imobiliário;

Fundos de investimentos e etc.


A grande diferença é a quantidade enorme de ativos que você poderá encontrar nos mercados de países desenvolvidos, como os Estados Unidos. Só para comparar, enquanto o principal índice brasileiro, o Ibovespa, possui uma carteira teórica com 65 ativos, o principal índice na bolsa norte-americana,o S&P 500, possui 500 ativos.


As vantagens de investir no exterior

Outro dado interessante: na bolsa brasileira (B3) é registrado o número aproximado de 3.229.318 de investidores, enquanto nos Estados Unidos a quantidade de investidores é assustadoramente superior, com 200 milhões de norte-americanos investindo no mercado financeiro.


Esta comparação é apenas um parâmetro para dimensionar o mercado brasileiro em relação ao norte-americano, que demonstra que investir no exterior pode trazer inúmeros benefícios para quem busca estes três elementos básicos:


  1. Diversificação de investimentos

  2. Maior rentabilidade

  3. Proteção de capital


1. Diversificação

Conforme citado anteriormente, a economia brasileira ainda é pequena perto dos gigantes do “primeiro mundo”. Investir em realidades econômicas mais desenvolvidas traz maior diversificação para qualquer carteira de investimentos.


De acordo com o agente autônomo de investimentos Felipe Zouain Pedroni, quando se opta por investimentos no exterior, é preciso levar em consideração que são decisões de longo prazo. Do contrário, o investidor fica exposto apenas aos riscos do mercado brasileiro e deixa de buscar outras possibilidades de ganho em países desenvolvidos, que apresentam um crescimento maior do que o nosso e oferecem uma solidez maior”.


2. Maior rentabilidade

Em complemento com a afirmação de Pedroni, investir no exterior significa aplicar recursos em ativos com maior potencial de ganho quando comparamos com os produtos do Brasil. Isso possibilita maior possibilidade de lucros, uma vez que esses países possuem potencial de crescimento superior ao Brasil.


3. Proteção de capital

E se tudo no Brasil der errado e a economia brasileira afundar? Essa é uma questão simples, mas que merece atenção. Segundo o analista de investimentos Maurício Bezner, “empresas de um mesmo país, mesmo sendo de setores diferentes, possuem exposição aos mesmos fatores de risco inerentes ao país”. Desta forma, investir no exterior é sinônimo de mitigação dos riscos e proteção de capital.


A desvalorização do real nos últimos anos é uma realidade. Só no início de 2021, o real foi a 4ª moeda com maior desvalorização no mundo, atrás apenas dos câmbios do Sudão, Líbia e Venezuela.


Portanto, investir no exterior e sobretudo em países com moedas mais fortes, traz maior segurança para seu patrimônio diante da desvalorização cambial local. Apesar disso, como não se deve “colocar todos os ovos no mesmo cesto”, saber dosar entre ativos brasileiros e do exterior é a maneira mais segura de se expor a diferentes economias e circunstâncias.


Já não é simples escolher os melhores ativos no cenário nacional, assim como não é simples investir no exterior. Saber distribuir isso da melhor forma é uma tarefa que demanda ainda mais tempo e estudo. Por conta disso, a maneira mais simples de ter essa diversificação sem precisar demandar tanto tempo para isso é através da contratação dos serviços de uma gestora, como a Lótus Investimentos.

Posts recentes

Ver tudo